28 abril 2007



"C'os diabos, quem é que alguma vez ouviu falar de uma anã que fosse puta?"
Henry Miller in Opus Pistorum


26 abril 2007

"São verdadeiramente de classe, como putas que têm aspecto de putas, em vez de um bando de tiazinhas a fazerem-se engraçadas..."
Henry Miller in Opus Pistorum

pesquisa por Puta Arrogante

15 abril 2007

"Há subtilezas que são tripudiadas. Tudo isto disseste a ti própria, e durante todo este tempo havia uma outra voz na tua cabeça a dizer te, num sussurro, o que não querias ouvir, que estavas a transformar te na puta da História. Sabes como é. Depois de te venderes, só te resta uma capacidade limitada para negociar o preço."

Salman Rusdie in Fúria

Pesquisa por Puta Arrogante

11 abril 2007



"O islão irá purificar toda esta cidade dos sacanas dos chulecos judeus como tu e da puta judia entupidora de trânsito com quem casaste."

Salman Rusdie in Fúria

Pesquisa por Puta Arrogante

09 abril 2007

Deixem de ter pena das Putas

“Blogues (e livros) transformam prostitutas em escritoras…”

Dizem que a profissão é fonte de inspiração, a maior parte escrevia antes, apenas pelo prazer de despejar da mente as palavras que batiam no tímpano, ecoando, atormentando e fermentando a construção de mundos únicos, decidiram aproveitar a realidade que as rodeava. Começaram assim a entrar na coordenação das palavras, descrevendo acontecimentos únicos, com os seus blogues ou livros, algumas chegando a de pedir ao cliente, um pouco mais de calma, para conseguirem escrever, ou gravar numa memória selectiva toda a acção, todo o acto, para transcrevê-lo, sem pudores com todos os termos comuns no sexo.
Pornografia? Não. Coragem. Relatam com humor a sua vida mostrando que “elas são, não vítimas da sociedade, mas especialistas em sexo” com a simplicidade de linguagem de conversa de esplanada, afirmando-se felizes, contando a verdade ou angariando clientes, relatando ideologias/fantasias das mentes masculinas que as procuram.
Mas não podia deixar de lado o excerto do livro “A tua amiga, Maria” impresso no jornal que li há uns tempos:

“Aqui há uns dias, recebi um telefonema de um gajo que me fez uma marcação de duas horas. A voz pareceu-me familiar, mas ainda assim, pensei que não seria conhecido. O gajo fez reserva da melhor suite do motel. Quando cheguei vi que era o meu médico de família. Mas não tinha mal – até porque ele sabe melhor do que ninguém que sou muito saudável.
Primeiro fomos para o banho turco, onde eu aproveitei para começar o br., enquanto ele me perguntava se já tinha feito as analises á urina. Depois passamos para a piscina onde recebi uma espécie de min. subaquático muito bem feito. Saí da piscina, liguei a aparelhagem e agarrei-me ao varão para um strip. Fomos para a cama, f. como coelhos, tomamos banho, vesti-me, dei-lhe dois beijos e disse: ‘reparei que arfavas muito quando estávamos na cama. Tens de começar a fumar menos.’.”

Epah! Como diria a Puta arrogante, que delícia!

In publico seg 26 de Fevereiro 2007 (edição Lisboa)
Ano XVII, n.º 6177

Por Puta Valente
" O ecrã do computador rebentou numa explosão de vida. As imagens corriam para ele como comerciantes de bazar. Eis a tecnologia como prostituta a oferecer o que tinha para vender, pensou Solanka; ou, como se numa boite escura, a rodopiar insinuante para ele."

Salman Rushdie in Fury

pesquisa por Puta Arrogante

05 abril 2007

"E agora, agora que chegamos lá, agora que baixasre as defesas, e o fingimento acabou, e nós estamos realmente naquele quarto que nunca nos permitimos acreditar que podia mesmo existir para qualquer um de nós, o qurto invisivel do nosso maior medo, mesmo no momento em que descobrimos não ser preciso ter receio dentro daquele quarto, que podemos ter tudo o que quisermos durante o tempo que quisermos e que, se clhar, quando tivermos a nossa conta, vamos acordar e reparar que somos pessoas reais, que não somos as marionetas dos nossos desejos, mas apenas esta mulher, este homem, e depois vamos poder deixar-nos de joguinhos, abrir as persianas, apagar as luzes e sair de mão dada para as ruas da cidade...é nesta altura que decides engatar uma puta qualquer no parque e, por amor de Deus, vê lá se arranjas um porra de um quarto."
Salman Rushdie in Fúria

Pesquisa por Puta Arrogante

02 abril 2007


A Dama do sinal

A dama do sinal,
Não olha para mim como era normal!
O guarda errou em pô-la no chão,
Onan procura canção,
Mas nada indica que eu vá por fim dar paz à minha mão.
Patrícia pensa igual,
Acerca do que é para nós fundamental.

Bastava um dia pra mostrar quem sou,
Embora ignore agora com quem vou.
Mas vejo um fim tão mau não vês que em mim tudo é maior?
Hoje o desejo amanhã nasce o ódio em mim,
Tudo é maior!

À uma e meia da manhã,
Chega o comboio à nação!
Eu vou pra casa vou ligar a televisão,
No vigésimo sexto canal.
Falará PJ um espanhol divinal.
A dama espera pelo fim do peep-show;
Perguntará se eu tenho alguém,
Perguntará quem é que eu sou,
Perguntará se o faço bem.

Bastava um dia pra mostrar quem sou,
Embora ignore agora com quem vou.
Mas vejo um fim tão mau não vês que em mim tudo é maior?
Hoje o desejo amanhã nasce o ódio em mim,
Tudo é maior!

A dama do sinal,
Já vai há coisa de um mês e tal
Que eu não a vejo entrando num bar!
Mas ela vai voltar,
E eu vou dizer que a noite é mais quente à luz do seu olhar.
Ornatos Violeta in Cão!

pesquisa por Puta Arrogante

30 março 2007

«...mas ela era tão "naturalmente timida" - o que significava, em código, naturalmente fina-flor, membro convicto daquela snobeira de dinheiro velho que considerava estilistas alfaiates e modelos de passarele apeenas um degrau acima das prostitutas...»

Salman Rushdie in Fury

pesquisa por Puta Arrogante

29 março 2007



"São doidas, estas putas... todas estas filhas da puta, sem excepção... Faça-se o que se lhe fizer, é optimo, é maravilhoso..."

Henry Miller in Opus Pistorum

pesquisa por Puta Arrogante

28 março 2007



"Nunca vi Alexandra fazer figuras destas. Sempre a conheci como uma puta, mas das discretas... das que se atiram ao ar se as tentamos apalpar fora do quarto."

Henry Miller in Opus Pistorum

pesquisa por Puta Arrogante

27 março 2007

"A mim parece-me que é pior ser-se puta com os amigos do que o ser com pessoas completamente desconhecidas. Desta forma a degradação não a atinge somente na única vez em que se apresenta como uma reles puta..."
Henry Miller in Opus Pistorum

pesquisa por Puta Arrogante

26 março 2007


Cuarras
Yo yo! Diamantes e joías
As cenas que tu olhas
Quando nao tens o que queres Tu tens paranóias
Por isso dás a rata
Ao magnata
em troca do ouro e da prata
no bote ou na mata
Nao faz diferença,tu keres é a paca
Mente fraca
e tu tentas nao dar maca .......?? .........
Putas como tu manco logo á distancia
Têm elegancia mas nao dou importância
Qual é tua ? Tens de pensar na tua vida
Porque tu nao passas duma cuarra nao assumida
Nao tenho inveja , eu tenho é pena
Fazes colecção de pichas e nao tens só uma dezena
Nao gosta da conversa ? Conversa entao eu puxo
Detestas gajo como eu porque adoras o luxo
É um vicio e eu quero que tu o digas
Adoras dar pala e mostrar ás tuas amigas
Que tás bem na life.. eu espero que o consigas
Mas dessa maneira yo és vitima de estigas
Eu tenho a certeza que tu vais-te arrepender
pode nao ser agora mas um dia vais ver..
A guita os botes
a vida os dotes
Tu isso entra na sua inconsciencia
Jóias Reais
Bem Materiais
Querem tudo menos a tua inteligencia
Yo! Tu nao percebes que só serves para o furo ?
Ninguem quer contigo ter um futuro
És nomada , os homens que tu conquistas
traficantes ou artistas , Nao ... pistas
Porque adoras que se metam e levar piropos
... tantas vezes que já nem contas os topos(todos)
Queres o respeito ? Já foi perdido !
O bote atrai-te bue e tu queres é o cu termido
Fazes a geral rodas um grupo inteiro
Nao digo ao mesmo tempo mas á mesma é foleiro
È o dinheiro , o vírus incurável
Faz-te sentir poderosa e mais confortável
Mas um dia em que nao pensavas sequer mãe
Engravidas e nao tens apoio de ninguem
Já tens fama de mais , já ninguem te quer
És considerada cuarra , longe de mulher
Arrependimento mas já vem muito atrasado
Nao consegues tirar a mancha negra do passado
Já rodas-te bué e a lista nao é pequena
Agora diz-me .. Será que vale a pena ?!?
A guita os botes
a vida os dotes
Tu isso entra na sua inconsciencia
Jóias Reais
Bem Materiais
Querem tudo menos a tua inteligencia
Yo yo !Pa todas as cuarras.. Masculinas ou femeninas

Sam the Kid in Sobre(tudo)

pesquisa por Puta Arrogante

23 março 2007


"Bom, é obvio que Anna quer que a façam sentir-se puta, e se há alguma coisaque o consiga não há dúvida que é a maneira como Arthur a está a tratar."
Henry Miller in Opus Pistorum
pesquisa por Puta Arrogante

20 março 2007

A puta
Quero conhecer a puta.
A puta da cidade. A única.
A fornecedora.
Na rua de Baixo
Onde é proibido passar.
Onde o ar é vidro ardendo
E labaredas torram a língua
De quem disser: Eu quero
A puta
Quero a puta, quero a puta.

Ela arreganha dentes largos
De longe. Na mata do cabelo
Se abre toda, chupante
Boca de mina amanteigada
Quente. A puta quente.
É preciso crescer esta noite inteira sem parar
De crescer e querer
A puta que não sabe
O gosto do desejo do menino
O gosto menino
Que nem o menino
Sabe, e quer saber, querendo a puta.

Carlos Drummond de Andrade

19 março 2007

"Uma coisa é certa, ela é o tipo perfeito para a espécie de coisa que propõe... tem a aparência e comportamento de uma senhora, figura direita como um fuso, veste alegremente e possui algum dinheiro. Por outras palavras, possui todos os carissímos atributos que lhe permitem conduzir-se como uma puta de 10 francos."
Henry Miller in Opus Pistorum
pesquisa por Puta Arrogante

18 março 2007

Balofas carnes de balofas tetas

Balofas carnes de
balofas tetas
caem aos montõe
sem duas mamas pretas
chocalhos velhos abater na pança
e a puta dança.

Flácidas bimbas sem
expressão nem graça
restos mortais de uma
cusada escassa
a quem do cu só lhe
ficou cagança
e a puta dança.

A ver se caça com
disfarce um chato
coça na cona e vai
rompendo o fato
até que o chato
de morder se cansa
e a puta dança.
Antonio Botto


pesquisa por Puta Arrogante

15 março 2007


"O minimo que ela pode fazer, diz, é oferecer-nos uma bebida e, se for uma puta, talvez uma foda..."
Henry Miller in Opus Pistorum
pesquisa por Puta Arrogante

14 março 2007


"Ah! que cambadas de putas são estas gentis meninas!"
Henry Miller in Opus Pistorum
pesquisa por Puta Arrogante

13 março 2007

Lesbos

Viciousness in the kitchen!
The potatoes hiss.
It is all Hollywood, windowless,
The fluorescent light wincing on and off like a terrible migraine,
Coy paper strips for doors
Stage curtains, a widow’s frizz.
And I, love, am a pathological liar,
And my child look at her, face down on the floor,
Little unstrung puppet, kicking to disappear
Why she is schizophrenic,
Her face is red and white, a panic,
You have stuck her kittens outside your window
In a sort of cement well
Where they crap and puke and cry and she can’t hear.
You say you can’t stand her,
The bastard’s a girl.
You who have blown your tubes like a bad radio
Clear of voices and history, the staticky
Noise of the new.
You say I should drown the kittens.
Their smell!
You say I should drown my girl.
She’ll cut her throat at ten if she’s mad at two.
The baby smiles, fat snail,
From the polished lozenges of orange linoleum.
You could eat him.
He’s a boy.
You say your husband is just no good to you.
His Jew-Mama guards his sweet sex like a pearl.
You have one baby, I have two.
I should sit on a rock off Cornwall and comb my hair.
I should wear tiger pants,
I should have an affair.
We should meet in another life, we should meet in air,
Me and you.
Meanwhile there’s a stink of fat and baby crap.

I’m doped and thick from my last sleeping pill.
The smog of cooking, the smog of hell
Floats our heads, two venemous opposites,
Our bones, our hair.
I call you Orphan, orphan.
You are ill.
The sun gives you ulcers, the wind gives you T.B.
Once you were beautiful.
In New York, in Hollywood, the men said:
"Through?Gee baby, you are rare.
"You acted, acted for the thrill.
The impotent husband slumps out for a coffee.
I try to keep him in,
An old pole for the lightning,
The acid baths, the skyfuls off of you.
He lumps it down the plastic cobbled hill,
Flogged trolley.
The sparks are blue.
The blue sparks spill,
Splitting like quartz into a million bits.
O jewel! O valuable!

That night the moon
Dragged its blood bag, sickAnimal
Up over the harbor lights.
And then grew normal,
Hard and apart and white.
The scale-sheen on the sand scared me to death.
We kept picking up handfuls, loving it,
Working it like dough, a mulatto body,
The silk grits.
A dog picked up your doggy husband.
He went on.
Now I am silent, hate

Up to my neck,
Thick, thick.
I do not speak.
I am packing the hard potatoes like good clothes,
I am packing the babies,
I am packing the sick cats.
O vase of acid,
It is love you are full of.
You know who you hate.
He is hugging his ball and chain down by the gate
That opens to the sea
Where it drives in, white and black,
Then spews it back.
Every day you fill him with soul-stuff, like a pitcher.
You are so exhausted.
Your voice my ear-ring,
Flapping and sucking, blood-loving bat.
That is that.
That is that.
You peer from the door,
Sad hag.
"Every woman’s a whore.I can’t communicate."
I see your cute decor

Close on you like the fist of a baby
Or an anemone, that sea
Sweetheart, that kleptomaniac.
I am still raw.
I say I may be back.
You know what lies are for.
Even in your Zen heaven we shan’t meet.
Sylvia Plath
pesquisa por Puta Arrogante

12 março 2007

Balada do Mangue

Pobres flores gonocócicas
Que à noite despetalais
As vossas pétalas tóxicas!
Pobre de vós, pensas, murchas
Orquídeas do despudor
Não é Loelia tenebrosa

Nem sois Vanda tricolor:
Sois frágeis, desmilingüidas
Dálias cortadas ao pé
Corolas descoloridas
Enclausuradas sem fé.
Ah, jovens putas das tardes
O que vos aconteceu
Para assim envenenardes
O pólen que Deus vos deu?
No entanto crispais sorrisos
Em vossas jaulas acesas
Mostrando o rubro das presas
Falando coisas do amor
E às vezes cantais uivando
Como cadelas à lua
Que em vossa rua sem nome
Rola perdida no céu...
Mas que brilho mau de estrela
Em vossos olhos lilases
Percebo quando, falazes
Fazeis rapazes entrar!
Sinto então nos vossos sexos
Formarem-se imediatos
Os venenos putrefatos
Com que os envenenar
Ó misericordiosas!
Glabra, glúteas cafetinas
Embebidas em jasmim
Jogando cantos felizes
Em perspectivas sem fim
Cantais, maternais hienas
Canções de cafetinizar
Gordas polacas serenas
Sempre prestes a chorar.
Como sofreis, que silêncio
Não deve gritar em vós
Esse imenso, atroz silêncio
Dos santos e dos heróis!
E o contraponto de vozes
Com que ampliais o mistério
Como é semelhante às luzes
Votivas de um cemitério
Esculpido de memórias!
Pobres, trágicas mulheres
Multidimensionais
Ponto morto de choferes
Passadiço de navais!
Louras mulatas francesas
Vestidas de carnaval:
Viveis a festa das flores
Pelo convés dessas ruas
Ancoradas no canal?
Para onde irão vossos cantos
Para onde irá vossa nau?
Por que vos deixais imóveis
Alérgicas sensitivas
Nos jardins desse hospital
Etílico e heliotrópico?
Por que não vos trucidais
ó inimigas? ou bem
Não ateais fogo às vestes
E vos lançais como tochas
Contra esses homens de nada
Nessa terra de ninguém!
Vinicius de Moraes

pesquisa por Puta Arrogante

09 março 2007



"Mas, antes de se casar com ele, quer ir com ele para a cama...mas sem parecer uma puta."

Henry Miller in Opus Pistorum

pesquisa por Puta Arrogante

08 março 2007

Puta suja

Queimo minhas mãos que sentiram teu corpo
Mas o gosto é eterno
Pode queimar minhas roupas
Lamber minhas botas
Beber meu leite
Queimaria minhas mãos que te tocaram?
Que amarram teu corpo e surram tua pele negra e doce
Quero sentir o horror disso e algumas vezes não tenho lágrimas
Preciso voltar para meu pai
Sentir o arrependimento

Subir me arrastando,
Mas tua pele não me deixa – é uma sede que não se mede
Tua dor foi acordada
Tua boca negra é minha
Tuas pernas me sugam
Me devoram e me findam
Társis Schwald

pesquisa por Puta Arrogante

07 março 2007

"Vamos lá a ver, uma puta...um tipo chega-se ao pé dela com comichão nas calças e ela esmera-se a tratar-lhe da coisa. Trata-se de um serviço, na verdade, de uma gentileza da puta."
Henry Miller in Opus Pistorum
pesquisa por Puta Arrogante

06 março 2007

"Madame Maravilha explana, apoiando-se em exemplos, que o papel social do bordel é menos o de satisfazer as necessidades dos celibatários que o de oferecer uma compensação a todos aqueles que se encontram frustrados pela moral finalista do amor."
Roger Vailland in Esboço para um retrato do verdadeiro libertino
pesquisa por Puta Arrogante

05 março 2007


"O sitio está cheio de marinheiros espanhóis, chulos e putas. Estes, consigo eu identificar, os outros... sabe Deus... só lendo as suas fichas de policia se poderia saber quem são ou o que são."

Henry Miller in Opus Pistorum

pesquisa por Puta Arrogante

02 março 2007

"Em todos os dominios da arte, quando se trata de realizações, o verdadeiro amador prefere dirigir-se a pessoas do oficio, a profissionais."
Roger Vailland in Esboço para um retrato do verdadeiro libertino
pesquisa por Puta Arrogante

01 março 2007

Fiquei curiosa com a citação do Adriano Espinola e resolvi procurar mais sobre a tal Maria Egipcíaca, o que descobri pode ser resumido no seguinte:

"Santa Maria Egipcíaca, natural do Egipto, abandonou a casa paterna aos 12 anos de idade e se tornou pecadora escandalosa. Tinha 29 anos quando, tocada pela graça, converteu-se e fugiu para um local isolado, na Palestina, onde passou 47 anos sem ver nenhuma criatura humana e fazendo as mais austeras penitências."


E pronto!
Foi uma grande maluca, fartou-se e nunca mais quis ver ninguém (senhora quando se chateava era radical...)!

pesquisa e comentários por Puta Arrogante

28 fevereiro 2007


"Produz gorgolejos delirantes, quando através de uns sinonimos elaborados, lhe chama aquilo que ela realmente é, ou seja, uma puta..."
Henry Miller in Opus Pistorum

pesquisa por Puta Arrogante

27 fevereiro 2007

"Vou lá pedir perdão pelos pecados que ninguém tem. Santa Maria Egipcíaca orai por nós, que soube ser puta e depois pura."
Adriano Espinola in Táxi ou poema de amor passageiro

pesquisa por Puta Arrogante

26 fevereiro 2007


"Numa casa de putas nunca experimentes nem as japonesas, nem as chinesas...são rapadas, lavadas e perfumadas, mas entre as pernas é como se tivessem uma caveira com tibias cruzadas por baixo."
Henry Miller in Opus Pistorum
pesquisa por Puta Arrogante

25 fevereiro 2007

Clamor


Tudo bem ao chamamento
Noite após noite o que dissemos e
O que nunca diremos - a viagem
Com uma giesta de algodão presa nos cabelos e
A sensação fresca de um sulco de aves na pele

Tudo vem ao chamamento- os lobos
Os anões as fadas as putas as bichas e
A redenção dos maus momentos - enquanto te barbeias

Vês no espelho o homem
Cuja solidão atravessou quase cinco décadas e
Está agora ali a olhar-te - queixando-se da tosse
Da dor de dentes e do golpe que a lâmina fez
Num deslize perto da asa do nariz

Não sei quem é - sei porém que vai afogar-se
Naquela superfície clara quando dela se afastar e
Abrir a porta para sair de casa murmurando: tudo
Vem ao chamamento
Por dentro do clamor da noite.
Al Berto in Horto de Incendio

pesquisa por Puta Arrogante

24 fevereiro 2007

"Sou um isco para as prostitutas com que me cruzo na rua, todas elas me fazem um convite... são peritas a avaliar o estado em que um homem se encontra."
Henry Miller in Opus Pistorum

pesquisa por Puta Arrogante

23 fevereiro 2007

ENCONTRO NOCTURNO

VENDERAM-NA, compraram-na
(Sonho) quase criança, ainda pura.
Utilizaram-na, largaram-na…
Gira, agora, na oferta e na procura.

Vai, vem…
Por estes ríspidos Janeiros,
O nevoeiro evola-se do rio
E às ondas, amortalha os candeeiros
Num quebra-luz esparso e frio.

Como nódoas de sangue aguado da humidade,
Difundem-se, no chão, clarões mortiços
Duma afogada claridade
Dúbia de compromissos…

Nódoas! Nódoas de sangue corrompido!...
E ela ousa, agora, atravessar a rua
Policiada. Um lúbrico vestido
A veste – e a mostra nua.

Ergue-se-lhe, no seio, a blusa de verão.
Trava-lhe a saia o passo, exibe as redondezas…
E ela hesita, e balança a malinha de mão…
Como quaisquer burguesas.

Deve ter frio! Um sopro tumular
Como que vem do chão, de quando em quando.
Mas ela desce devagar;
Chega a parar, flanando.

Transe, arrepia a carne até aos ossos
Esse hálito feral de sepulturas…
Inda haverá, sequer, destroços
De estros, lá nas abscônditas lonjuras?!

Passa um retardatário; e, côncavas, sonoras,
Sobre as pedras molhadas,
Ressoam quase assustadoras,
Distanciando-se, as passadas.

Foi-se, estugando o passo.
Na paragem do eléctrico, inda, além,
Há um grupo que se escoa. A névoa, o frio, o espaço…
E, pouco a pouco, mais ninguém.

Mas, se inda alguém lá vem, que pode ser
Um bêbado, um ladrão, talvez um louco,
Ela atrasa-se, como sem querer;
Larga-lhe um “boa-noite, amor…” cúmplice e rouco.

Misérrima esperança enganadora!
A presumível vítima
Deve ser pai de filhos: tem, agora
Num lar decente, à espera, uma mulher legítima.

Passa, como a fugir, baixa a cabeça,
Vexado da proposta assim mal encoberta…
E a criatura recomeça
Na avenida deserta.

A mim, ninguém me espera em casa.
Por que não, pois, juntar miséria e solidão?
(Do Arcanjo do Pavor me roça a ponta da asa…)
Pergunto-me e respondo: “Por que não…?”

Sim, por que não? Ninguém
Me poderá fazer mais boa companhia:
Amigos…? Quem?!
Parentes…? Perco-os dia a dia.

Bons camaradas…? Camaradas!...
Preparam-me, na sombra, ínvias sevícias.
Só não me dão facadas
Por falta de valor ou medo dos policias.

E os poetas das tertúlias, - que gentis!
Vagos homossexuais, recitam, com ar langue,
Coisas herméticas, subtis,
Engenhosíssimas, sem sangue.

Bem sei que sou injusto em generalizar!
Sonho: Venderam-na, compraram-na, inda pura.
Serviram-se. Deixou de lhes interessar.
Lançaram-na na oferta e na procura.

Vai, vem…, lá anda, pois.
Como não ser injusto?
É um triste modo de vingar-me:
Os que até contra mim amei a todo o custo
Foram quem menos pode perdoar-me.

Ela já deu por mim.
As minhas intenções, demais, são já bem francas.
Decerto, pensa: «Enfim!»
E vem, gingando, mole, as ancas.

Chega-se: “Boa noite, amor…” Eu rio.
Amor!... Que amor pode ser?
Animada, ela agarra-se: “Está frio,
Não se quer aquecer?...”

Sim, por que não? Aquecer-me-ei contigo.
(Gelado é o meu lençol, e nu, como um sudário…)
Terás, pobre mulher, por umas horas, um amigo,
Embora eu continue solitário
.

José Régio in A chaga do lado

pesquisa por Puta Arrogante

22 fevereiro 2007

"Na mesma: as putas continuam a atacar, dealer's a dealar Junkies a comprar, putos vivos a roubar
Não há nada de novo, não há nada de anormal
E as cenas desenrolam-se de forma casual"
Da weasel in Tudo na mesma

pesquisa por Puta Arrogante

21 fevereiro 2007

"Estás deitada debaixo de mim, com as coxas abertas para o receberes e esses teus lábios de prostituta murmuram palavras já ditas tantas milhares de vezes a milhares de homens"
Henry Miller in Opus Pistorum
pesquisa por Puta Arrogante

16 fevereiro 2007

Reportagem
"(...)
Um riso alvar correu, como um rastilho,
Naquele bloco humano, salvo seja...
E uma mulher da vida, uma perdida,
Fazia gestos mais que improprios, indecentes,
Resmungando entre dentes
Um danado estribilho...
(...)"
José Régio in A chaga do lado

pesquisa por Puta Arrogante

15 fevereiro 2007

"Na sua profissão não se podem permitir o luxo de se deixar envolver emocionalmente, já que as prostitutas só conseguem viver depois de aprenderem a vender os seus corpos e, nunca, os sentimentos..."
Henry Miller in Opus Pistorum

pesquisa por Puta Arrogante

14 fevereiro 2007

Aprender a ser prostituta


Encontrei, em divagações cibernéticas, uma notícia não actual, mas de 2006/07/29, a mesma despertou-me a atenção e vem do governo brasileiro a fim de descrever as ocupações existentes no país, dúvidas?

Aprender a ser prostituta

"Governo brasileiro dá a receita para uma profissão antiga" (tão antiga que todos nós conhecemos)


"Publicada recentemente no site do site do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a lista da Classificação Brasileira de Ocupações está a causar polémica. No item 5198 é descrita passo-a-passo a actividade de prostituição, desde a abordagem ao cliente até a satisfação dele. " (abordagem é fácil, objectiva, para a satisfação basta ser preciso.)

"Este «manual» acaba por ser muito pedagógico, já que traz conselhos para as prostitutas, que vão desde a foram de poupar e aplicar o dinheiro, até sugestões directas de como atender o cliente: «seduzir com apelidos carinhosos, envolver com perfume, respeitar o silêncio do cliente» e até comportamentos específicos da actividade nos vários locais em que as prostitutas trabalham, como bares, hotéis, centrais de autocarros e o garimpo. " (Aposto que a nossa puta KO aprendeu nas suas viagens ao Brasil a aplicação do seu euro…)

"O tema da ética também é abordado, sendo que um dos conselhos é que a prostituta deve evitar «envolvimento com colegas de trabalho». " (isto é regra de prostitutas, certo, não de putas?...)

"Há ainda uma parte sobre turismo sexual, e um capítulo que lista todas as ferramentas necessárias para fazer o trabalho, entre elas: o guarda-roupa indicado, gel lubrificante à base de água e até mesmo cartões de visita."
(alguém leu preservativos??)

"O manual está dividido em sete partes: conseguir cliente, minimizar as vulnerabilidades, atender clientes, acompanhar clientes, administrar orçamentos, promover a organização da categoria e realizar acções educativas no campo da sexualidade.

Alertando sobre os cuidados com a saúde, o item atendimento do cliente aconselha a prostituta a «preparar o kit de trabalho (preservativo, acessórios, maquilhagem)», «fazer strip-tease» e «dar conselhos a clientes com carências afetivas»." (ufh! que susto, afinal ta aqui o preservativo!... mas?... depilação? Não há nenhum capitulo relacionado???)

"Segundo o texto, apesar de a actividade não ser legalizada no país, «o acesso à profissão é livre aos maiores de 18 anos». "

"Mas com tanta polémica e imensos acessos ao site do MTE, o site foi retirado no próprio dia em que o manual foi publicado." (e mandaram as prostitutas para a Europa, para porem em prática o aprendido.)

Está explicado a docilidade das meninas, os quadris demoniacamente avantajados, e o “deixa eu txi perrrrguntá… Tá a fim dji mi curtxi?


Pesquisa por Puta valente

09 fevereiro 2007

«Excessivo ciúme dos maridos e precauções exageradas de que as rodeiam»

c. 1750
Viajante anónimo francês sobre os casais portugueses

O autor anónimo do livro de viagens francês Description de la ville de Lisbonne diz que «[as portuguesas] por índole, são fiéis esposas sendo raros os casos de infidelidade, a não ser que os maridos, pelos seus desregramentos, lhes dêem razão a isso. Contudo, há que confessar que o excessivo ciúme dos maridos e as precauções exageradas de que as rodeiam, poderão levar a julgar que as disposições delas são bastante diferentes. Seja corno for, o que é certo é ser a sua condição muito triste; de tal maneira as conservam aferrolhadas que é vulgar que até os simples comerciantes tenham capela em casa, com missa, para as suas mulheres não terem pretexto para sair à rua».

Retirado de: Fernandes, Ferreira e Ferreira, João, Frases que Fizeram a História de Portugal, A Esfera dos Livros, Lisboa, 2006.

Cá pra mim, não há fumo sem fogo...
Puta Paciente

«Ali perde a vergonha»

c. 1720
O Conde de Cucolim falando das idas do rei D. João V ao convento de Odivelas

O rei D. João V (1689-1750, rei desde 1707) ia muitas vezes ao convento de Odivelas e não era por motivos religiosos: «Ali perde a vergonha», dizia D. Francisco de Mascarenhas, conde de Cucolim.
No convento, o rei encontrava-se com a amante madre Paula, de quem teve um filho, D. José (1720-1801). Este chegou a inquisidor-geral e não foi o único fruto dos amores clandestinos de D. João V com freiras: houve mais dois bastardos reais conhecidos como os «Meninos de Palhavã». Segundo Oliveira Martins: «É verdade que D. João V perdia a cabeça por todas as mulheres; mas a sua verdadeira paixão estava em Odivelas, no ninho da madre Paula.» O convento foi transformado, já no século XX, em colégio feminino para filhas de oficiais das Forças Armadas.

Retirado de: Fernandes, Ferreira e Ferreira, João, Frases que Fizeram a História de Portugal, A Esfera dos Livros, Lisboa, 2006.

Humm... Já não sei se as meninas de Odivelas serão assim tão puras donzelas...
Puta Paciente

«Volta para trás! Vem aí a puta!»

c. 1800
D. João VI, para o seu coche não se cruzar com o da sua mulher, D. Carlota Joaquina

Infanta de Espanha, princesa de Portugal, rainha de Portugal, Brasil e Algarves e imperatriz honorária do Brasil, D. Carlota Joaquina (1775 -1830) é uma das figuras mais enigmáticas da História de Portugal. E, quando estudada, não parece ser o que se chama uma bem-amada. Uma explicação para isso: Carlota Joaquina escolheu sistematicamente o «lado errado» da História. Ora, como se sabe, esta é escrita pelos vencedores - e ela desempenhou durante toda a vida um papel de relevo na barricada dos vencidos. Perdeu na tentativa de arrebatar a regência ao marido, o futuro D. João VI, em 1806; perdeu, apesar da inteligência política por ela demonstrada, no projecto megalómano de se tornar rainha dos territórios espanhóis do Rio da Prata (actuais Argentina e Uruguai), a partir de 1808; perdeu, enfim, com o objectivo de manter o «Portugal Velho», fiel ao absolutismo contra-revolucionário e livre do contágio liberal, quando se aliou ao seu filho D. Miguel.
Mas há ainda outra explicação. Carlota Joaquina ficou na história como um exemplo de escandalosa devassidão sexual, uma mulher cujos insaciáveis apetites libidinosos se manifestavam num corpo que roçava a repugnância. Uma «megera horrenda e desdentada, criatura devassa e abominável em cujas veias corria toda a podridão do sangue Bourbon, viciado por três séculos de casamentos contra a natureza», como a retratou Oliveira Martins. A nora, arquiduquesa D. Leopoldina de Habsburgo, casada com D. Pedro e futura imperatriz do Brasil, lembra que no primeiro encontro com a sogra «baixou os olhos como não querendo voltar a vê-la; as marcas da varíola, o corte de cabelo, cordões e mais cordões de pérolas e pedras preciosas enroladas em seus cabelos, pendendo de seus cachos gordurosos como cobras».
Outra descrição apresenta-a como «quase horrenda, ossuda, com uma espádua acentuadamente mais alta do que a outra, uns olhos miúdos, a pele grossa que as marcas de bexigas ainda faziam mais áspera, o nariz avermelhado. E pequena, quase anã... Uma alma ardente, ambiciosa, inquieta, sulcada de paixões, sem escrúpulos, com os impulsos do sexo alvoroçados». Ainda outro autor: «Os olhos eram pequenos, desiguais, de uma expressão má e zombeteira. O nariz quase sempre inchado e vermelho. A boca guarnecida de maus dentes, uns enegrecidos, outros amarelos, dispostos obliquamente. A pele, áspera e curtida. Para cúmulo da feiura, tinha sempre espinhas em supuração. Os braços, que usava nus, eram chatos, ossudos e, acima de tudo, muito cabeludos.»
Apesar de o seu casamento com o rei D. João VI, celebrado em 1785, ter durado 36 anos, a vida em comum foi relativamente curta, interrompida por uma prolongada separação de facto. A sua promiscuidade chegou a tal ponto que, não obstante ser «mais feia do que uma noite de trovões», quando o seu coche se aproximava do coche do seu marido nas estradas que levavam ao Palácio de Queluz, D. João gritava indignado ao cocheiro: «Volta para trás! Vem aí a puta!»
Dos nove filhos do casal, a maior parte dos estudiosos concede ser provável que o varão mais velho que chegou à idade adulta (antes dele nascera D. António Pio, que morreu com seis anos), o futuro D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal, era mesmo do legítimo esposo. Quanto aos outros, é quase certo que um deles devia a sua paternidade aos prestáveis serviços do almoxarife do paço. Dos restantes, diz-se que apresentavam notórias semelhanças fisionómicas com vários oficiais da guarda.
O rol de candidatos é longo, pois muitos foram apontados como amantes de D. Carlota, desde o general Junot, que foi embaixador de Napoleão em Lisboa poucos anos antes de encabeçar a primeira invasão francesa, passando pelo 6.° Marquês de Marialva, D. Pedro José Joaquim Vito de Meneses Coutinho, pelo almirante Sidney Smith, comandante da frota inglesa ancorada no Rio de Janeiro, após a fuga da corte para o Brasil, por Manuel Francisco Rodrigo Sabatini, oficial da guarda de D. Maria I, até muito mais baixo na rígida escala social daquele tempo, o cocheiro da Quinta do Ramalhão, em Sintra, João dos Santos.
No livro EI Rei D. Miguel, o autor, Faustino da Fonseca, cita uns versos populares da época: «Miguel não é filho/ De El Rei Dom João! / É filho de João dos Santos / Da Quinta do Ramalhão.» Entre as fontes que legaram à posteridade testemunhos da vida escandalosa de D. Carlota Joaquina contam-se a viúva de Junot, Laura, nas suas Memórias da Duquesa de Abrantes, e a sua própria nora, D. Leopoldina de Habsburgo, primeira mulher de D. Pedro, que relata umas conversas com a infanta D. Maria Teresa, a primogénita de D. Carlota e D. João:
«Nossa Mãe, nós temos de respeitá-la, mas é preferível sair do seu caminho. Vai ouvir os seus gritos até nas ruas mais distantes, quando ela tem um ataque de raiva, porque não lhe trazem jovens fortes... Ela é uma Bourbon e teve de casar com um Bragança, que não é uma estirpe boa. Com os portugueses tudo é indefinido... pouca ambição, pouco espírito de luta. Em tempos, meu pai mandou prendê-la num convento, porque não podia mais confiar nela. Ela oferece-se aos criados... No Convento da Ajuda tentaram conter o seu desejo com uma alimentação especialmente leve, mas voltou ainda mais birrenta. (...) Queria vender as jóias para poder pagar uma conspiração que derrubasse nosso pai. Isso ela já havia feito em Lisboa, tendo conseguido afastar D. João do trono, declarando-o incapaz... Os comerciantes na praça troçam, chamando-a de ninfomaníaca; ela encomenda manteiga irlandesa e trigo alemão, o veludo e as cortinas de tule da Itália, e manda o porteiro ir até a agência, para que lhe mandasse garotos. Ela mesma desce ao porto quando chegam navios da Europa; tem um interesse especial por aqueles que se declaram médicos, querendo que lhe expliquem e desenhem as partes do corpo humano... A maioria tem medo de tal mulher; eu também.»
D. João não tinha ilusões sobre a sua mulher. Mesmo assim insistia em manter-se informado das suas aventuras amorosas. Um dos incumbidos de espiar a rainha no palácio real e na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, foi Francisco Gomes da Silva, o Chalaça, um plebeu que chegou a privar com o rei e a ligar-se de amizade com o futuro imperador, além de desempenhar cargos de confiança na corte do Brasil. Em certa ocasião, depois de ouvir os relatos do Chalaça, D. João não se conteve e desabafou: «Na vida de Carlota, a moralidade morreu...»

Retirado de: Fernandes, Ferreira e Ferreira, João, Frases que Fizeram a História de Portugal, A Esfera dos Livros, Lisboa, 2006.

Puta Paciente

01 fevereiro 2007

"O candeeiro da esquina da rua da Atalaia deitava um bafor esverdeado; uma prostituta doente conservava o lençol na porta e espreitava os transeuntes, pedinchando um tostãozinho."
Vitorino Nemésio in Mau tempo no canal

pesquisa por Puta Arrogante

19 janeiro 2007


"You can't call women whores, even if you don't mean it."
Kate Atkinson in Not the end of the world

pesquisa por Puta Arrogante

16 janeiro 2007


"They looked like high-class whores but they were rock stars ex-wives."
Kate Atkinson in Not the end of the world

pesquisa por Puta Arrogante

15 janeiro 2007


"Tenho muito respeito por uma puta honesta."
William Faulkner in O som e a Fúria

pesquisa por Puta Arrogante

14 janeiro 2007

"They were the names (in the opinion of Heidi and Trudi) of goat-herding girls and american hookers, of girls who wore their hair in plaits and drank milk or had sex dressed as french maids and nurses."
Kate atkinson in Not the end of the world

pesquisa por puta arrogante

11 janeiro 2007


"Eu sou uma putinha. Daquelas mais insuportáveis; da pior espécie. Meu credo: seja bela e consumista."
Lolita Pille in Hell

pesquisa por Puta Arrogante

10 janeiro 2007

"Assim como a maquiagem pode, às vezes, fazer com que uma puta passe por uma mulher virtuosa, também a modéstia pode fazer um tolo parecer um homem de senso"
Jonathan Swift

pesquisa por Puta Arrogante

09 janeiro 2007


"O que a gente chama de amor é apenas o álibi consolador da união de um perverso com uma puta, é somente o véu rosado que cobre o rosto assustador da Solidão invencível."
Lolita Pille in Hell

pesquisa por Puta Arrogante

08 janeiro 2007

EU NÃO ACREDITO EM PUTAS

"Putas são um mito. Prostitutas, mulheres da vida, meretrizes, a mãe do outro... Todas são mentira. Não existem de fato. São histórias da carochinha para adultos, lendas urbanas, mentirinhas aumentadas, contos de fadas - ou de fodas, dependendo do ponto de vista.

Eu já entrei em muitas casas de baixo meretrício e já conversei com as moças que, aparentemente, deveriam vir prostradas em bandejas de ouro, com uma maçã na boca. Mas não eram essa oferenda toda. Eram só... Moças.

Já fui em prostíbulos só para ver damas sofridas, as tais que vendiam o corpo para garantir um sustento mambembe. Queria achar também as mulheres ousadas, que davam o que davam porque queriam - e ainda faziam disso um lucro. Queria as meninas calejadas, sempre à sombra de cafetões malucos. Queria ver uma puta de filme, de livro, de música, de relatos de maridos casados e infiéis.

Cacei Geni. Cacei Satine. Cacei Rita. Cacei Bruna. Cacei Eva. Cacei Rosa. Cacei Maria Madalena. Nada. Não veio nada disso. Nem daquilo. Nem daquilo outro. Juro que não criei expectativa demais.

E eu só queria uma puta. Uma só, daquelas das quais sempre ouvimos falar... Moças de cabarés; cortesãs suaves dos tempos antigos; garotas estapeadas que guardam pequenos cortes nas fuças por causa dos tabefes constantes; divas que sempre pegam os melhores clientes; mães de família que aceitam velhos suados para levar o leite às crianças; aspirantes a modelos que não deram certo e resolveram então, dar, literalmente, errado; máquinas de sexo que não beijam na boca.

Não tinha. Achei só mulheres. Mulheres que se apaixonam como todas as outras. Que choram. Riem. Praguejam. Dançam. Conversam. Seduzem. Dormem. Pagam a conta de luz. Querem fazer o trabalho da melhor forma possível. Ficam de saco cheio às vezes. Reclamam do salário quando o chefe do clube é tão muquirana quanto qualquer empresa que emprega com carteira assinada. Mulheres sem magia. Que não são dignas de serem recebidas com pedradas. Nem com aplausos em demasia. E que vivem de dieta.

Vida de puta é só vida de gente.
Gente comum.

Putas são mito. Não me ofereçam as mulheres retratadas em bons filmes ou em péssimos livros. Não me ofereçam as putas fantasiadas de histórias tristes ou de prazer intenso. Não me ofereçam as putas das letras de música.

Eu já sei de toda a verdade:Putas não existem."
Fernada Lizardo

pesquisa por Puta Arrogante

05 janeiro 2007

"Não há sentimento mais verdadeiro numa mulher do que o amor duma puta por um homem. As putas não se sentem na obrigação de amar ninguém. Quando amam um homem, então é verdade o que sentem. Elas raramente fazem a encenação do fingimento. Em questões emocionais, as putas têm um comportamento honesto e transparente. São ingénuas e infantis na relação com quem amam."

Fernando Esteves Pinto

Pesquisa por puta valente

"Os leitores são umas putas, amam-nos e depois deixam-nos."



António Lobo Antunes


Pesquisa por puta valente
"Não lamentes, oh Nise, o teu estado;
Puta tem sido muita gente boa;
Putíssimas fidalgas tem Lisboa,
Milhões de vezes putas têm reinado:
Dido foi puta, e puta dum soldado;
Cleópatra por puta alcança a croa;
Tu, Lucrécia, com toda a tua proa,
O teu cono não passa por honrado:
Essa da Rússia imperatriz famosa,
Que inda há pouco morreu (diz a Gazeta)
Entre mil porras expirou vaidosa:
Todas no mundo dão a sua greta:
Não fiques, pois, oh Nise, duvidosa
Que isto de virgo e honra é tudo peta."
Bocage

04 janeiro 2007


"Quem nasce puta morre puta!"
William Faulkner in o Som e a Fúria

pesquisa por Puta Arrogante